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Notícias
teletrabalho_Ricard_Casas

Teletrabalho, novas formas de trabalhar adaptadas à nova realidade

No início desta grande crise sanitária da COVID-19, o teletrabalho invadiu as nossas vidas com o objetivo de reduzir riscos e ajudar os colaboradores a continuarem as suas atividades neste cenário.

A urgência e incerteza impossibilitaram às organizações, a criação de planos de atuação e o estabelecimento de uma cultura de trabalho tão distinta àquela que até agora estávamos habituados. Tenhamos em conta que, segundo dados da Eurostat, apenas 5% de todos os trabalhadores portugueses teletrabalhava de forma ocasional antes de começarem os primeiros contágios.

Com o avanço desta situação, que irá marcar um antes e um depois nas nossas vidas, tudo parece indicar que o teletrabalho tenha vindo para ficar. E, o que começou como uma adaptação ao contexto de crise sanitária, irá tornar-se na solução por uma maior flexibilidade e sustentabilidade na relação colaborador-emprego. A evolução de um panorama ainda muito presencial para uma organização que coexiste com o virtual acarreta uma série de desafios para o trabalhador e para a empresa.


A digitalização das organizações

Manter uma distância física entre pessoas tem sido, e é, essencial para enfrentar esta situação. Porém, reuniões, visitas, projetos em equipa, eventos ou formações fazem parte do dia a dia de muitas organizações. Para cuidar do bem-estar dos nossos colaboradores, as empresas têm vindo a adaptar-se e a facilitar os recursos necessários para continuar as ditas tarefas. É por isso que, neste momento de transição forçada, o primeiro destes desafios foi o tecnológico.

Embora as empresas que já tinham implementado operações digitais nos processos do dia-a-dia tinham o terreno já preparado, nem todas as organizações estavam no mesmo nível de digitalização. A isto, devemos acrescentar que algumas que acreditavam já estar mais avançadas, depararam-se com algumas carências ou tiveram que derrubar certos obstáculos.


Mudança de mentalidade e cultura de trabalho

Para além da tecnologia, temos de ter em conta que a mudança de paradigma vai trazer uma mudança mentalidade. O trabalho não presencial significa trabalhar e relacionarmo-nos de maneira completamente diferente. E, para que esta transição seja o mais fluída possível, as empresas, independentemente do seu setor, devem reorganizar-se internamente e mudar o nosso modus operandi para conseguir manter a produtividade sem descuidar o bem-estar dos seus colaboradores.

Está demonstrado que o teletrabalho aumenta frequentemente a carga de atividades e as horas de dedicação. Por isso, a autodisciplina e a organização de tarefas são primordiais. Respeitando os horários de trabalho, com pequenas pausas durante o dia, poderemos chegar ao final do dia, tendo sido produtivos.

Temos de ter em conta que, a situação atual, levou-nos a trabalhar em espaços que não estão criados para esse fim, e numas condições muito distintas às da era pré-covid. É por isso, que temos de continuar a cuidar da nossa saúde física de forma que, para além de praticar exercício e de comer de forma saudável, será também um ponto chave, o manter uma postura correta e evitar a fadiga visual.

Por outro lado, devemos prestar especial atenção à saúde emocional já que o facto de trabalhar em casa pode tornar mais difícil a separação entre o laboral e o pessoal, complicando a desconexão mental. Além disso, a distância pode provocar sentimentos de isolamento que devemos tentar romper através do trabalho colaborativo e da comunicação interna.


A liderança será a chave

Um papel que terá maior relevância neste novo ecossistema mais digital será o e-líder, aquela pessoa que através do uso de ferramentas digitais irá encarregar-se de desenhar, planear, delegar, comunicar, gerir a carga de trabalho e avaliar o rendimento da sua equipa. Nestes momentos de transição, deverá ser uma figura facilitadora para que cada colaborador tenha a melhor experiência e possa oferecer os melhores resultados possíveis num ambiente muito mais individual.

Entre todos estamos a desenvolver e a implementar novas dinâmicas de trabalho que se irão generalizar mais cedo do que tarde. Quando deixarmos para trás a crise sanitária da Covid-19, que o faremos, irá surgir um novo ecossistema, mais digital e sustentável, que irá marcar uma nova era nas relações laborais.

A adaptação é sempre um desafio, mas agora temos a oportunidade de nos preparar para esta nova realidade que está cada vez mais próxima.


Por Ricard Casas, Diretor de Pessoas e Cultura da ISS Ibéria