Andres Espinosa
Service Excellence Center ISS Ibéria
Estamos a tirar o máximo partido das nossas máquinas ou das nossas instalações? Aproveitamos as capacidades e aptidões dos nossos colaboradores? Alcançar uma maior eficiência é um dos objetivos de qualquer empresa, seja do setor que seja, mas quando se trata de produção industrial, é especialmente importante que a coordenação entre pessoas e tecnologia funcione na perfeição. Para levar a cabo uma análise em profundidade do estado da nossa empresa, e levar a cabo modificações quando necessárias, há que conhecer bem o ambiente, as equipas de trabalho e os sistemas implementados.
Para alcançar essa otimização do serviço, na ISS desenvolvemos a Integration@ISS, uma metodologia de trabalho para identificar sinergias operacionais no mundo dos Facility Services. Trata-se de uma ferramenta de melhoria contínua que nos dá a possibilidade de otimizar turnos, nivelar a carga de trabalho e alcançar uma integração completa dos serviços. A implementação deste sistema, permite-nos ainda mediante a análise de dados das tarefas que se realizam, das pessoas que formam a equipa e da metodologia que se usa , oferecer uma visão global de qual é o funcionamento da produção e implementar assim melhorias.
Em que consiste a implantação da Integration@ISS de forma prática? A informação dos colaboradores está incluída no sistema: especialização, horários, postos nos quais já estiveram, capacidades, etc. No caso de um pedido urgente ou de um aumento da produção pontual, por exemplo, o sistema pode identificar as pessoas necessárias para satisfazer esta exigência segundo as suas capacidades e disponibilidade. Com esta metodologia podemos criar vários cenários a partir da informação reunida e gerir o serviço de forma mais flexível e eficiente, reorganizando-o em função das capacidades de cada colaborador e necessidades de cada momento.
Integration@ISS incluiu também a abordagem de sinergias para reduzir os custos. Como as tarefas são classificadas segundo o grau de complexidade e de flexibilidade na execução, podemos identificar aquelas que são suscetíveis de serem repensadas e reatribuídas. O programa incorpora variáveis como dimensão dos espaços, tempos mortos e níveis de formação dos colaboradores para decidir se algum deles poderia ocupar-se dessa tarefa. Um exemplo prático, extrapolando o conceito TPM (Total Productive Maintenance) uma pessoa encarregada da jardinagem pode levar a cabo trabalhos simples de manutenção com a formação adequada, aumentando a satisfação do colaborador ao ver como lhe dão mais responsabilidades. E ainda nos ajuda a conseguir uma maior satisfação do cliente, que graças à contínua inovação pode ver como os seus ativos estão melhor utilizados e os seus resultados melhoram, obtendo uma importante redução de custos.
Por outro lado, o Big Data e a Internet das Coisas são outros dos recursos que nos permitem chegar à máxima eficiência na produção. A informação que se recolhe constantemente ajuda-nos a atuar de forma proativa e não só a reagir quando há uma falha. Graças a isto, podemos monitorizar o estado das máquinas, o que torna possível realizar a sua manutenção preditiva. De esta forma, evitam-se avarias devido à degradação de peças e reduz-se o risco de paragem de uma linha de produção. O que implica uma maior segurança e poupança no processo produtivo.
Em resumo, estamos a dizer que, graça às novas tecnologias somos capazes de analisar distintos cenários e adaptar os nossos serviços para nos adiantarmos às necessidades dos nossos clientes.